Solidão de Alma
14/06/2007


Desterro
Soni@ Pallone


Há muito tempo sim que não te escrevo
Ficaram antigas todas as notícias.
Eu mudei, não sou mais a mesma.
O encantamento quebrou...

As músicas que cantaram o nosso amor,
estão hoje adormecidas...
Guardei-as num canto qualquer.
Arquivei-as com as cartas, com os poemas
e com a minha saudade
que por acaso, hoje bateu...

Te vi nos meus sonhos,
e meu coração avariado de lembranças
acordou dolorido...
Minha primeira vontade foi correr
e te alcançar naquela rua.
Te olhar nos olhos
e sentir aquela mesma emoção
de quando você me olhava...

É tudo tão distante...
Tanto espaço vazio ficou, e no entanto...
Hoje eu acordei tão perto de você...
Com uma vontade louca de
"matar a saudade do longe..."
Uma perturbação que me faz ficar assim,
de olhos em desmaio...

Não vou te mandar notícias não...
Elas envelheceram comigo
dentro da impiedosa extensão do meu tempo.
Simplesmente isso..."
Escrito por Soninh@ às 14/06/2007
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19/03/2007
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Deslize
Soni@ Pallone


"...Tudo depende
deste importante agora...
Todo o recomeço...
Todo o meu espelhar...
Todos os vislumbres de dor...

E sem me importar com o desfalecer
de momentos tão próximos,
deixo-me subjugar
pelo frêmito da emoção que
me atinge este olhar faminto...
Este olhar angustiante,
que me devora junto
com todos os traumas,
com todos os medos de me entregar
de novo,
tão insensatamente
à você..."
Escrito por Soninh@ às 19/03/2007
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26/02/2007


ATRAVÉS DAS JANELAS
Soni@ Pallone



"...Tudo segue naturalmente pela vida desordeira

e eu ainda durmo de janelas abertas

destinadas às noites perturbadas...

Fico olhando a lua que se despede sem adeus

enquanto o sereno recolhe-se às entranhas das flores no cio...

O sol desponta, fotografando esqueletos de pipas

que ornam as ruas esquecidas nos fios...

Os dias são todos iguais...

Descansam enfileirados

cumprindo a fantasia da natureza,

da poesia e de mãos que escrevem

solitárias..."
Escrito por Soninh@ às 26/02/2007
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16/12/2006


Amor Proibido
Sonia Pallone


"...Entre quatro paredes viveu
Aquele insano amor proibido
Que passou,
Aconteceu,
Morreu...
Nem mesmo as
duras paredes
Testemunhas puderam ser
Porque tijolos não têm ouvidos
Tijolos não têm olhos
Tijolos não têm alma..."


Escrito por Soninh@ às 16/12/2006
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