Solidão de Alma
31/05/2006


Amigos, novamente cabe aqui uma satisfação e acredito mesmo que será a última, na verdade eu mesma estou constrangida de tanto pedir desculpas pela minha ausência nos blogs amigos e recair sempre no mesmo erro... Devido a muito trabalho assumo que realmente não tenho tempo de visitar os espaços que me são caros e sendo assim, esse canto Solidão, será mesmo tão somente para um arquivo dos meus textos. Quem aprecia minha poesia, independente de deixar recadinhos ou não, virá me ler, mesmo que eu não possa retribuir a visita, acredito nisso... Dependo de conexão discada e fica super complicado, esperar abrir páginas pra deixar algumas palavras e se não posso visitar um por um da lista que tenho como especial pra mim, é melhor então não visitar ninguém e acabo com essa preocupação que por incrível que pareça, me incomoda muito. Enfim...Estou aliviada por ter tomado essa decisão. Agradeço de coração tantos deliciosos recadinhos que os mais constantes sempre me deixaram, e acreditem esses, que deixando ou não meu carinho em suas casas, toda vez que eu puder estarei matando saudades de cada um... Satisfações dadas e justificadas, deixo aqui meu carinho sincero e a alegria de saber, que durante um tempo, tive o privilégio de conviver com pessoas especiais como vocês, verdadeiros poetas anônimos que em seus blogs, deixam vazar através de suas letras, a verdadeira e pura poesia... que é a poesia bruta, sem lapidar dos blogs! Estarei postando normalmente, agradecendo aqueles que desejarem continuar me dando seu olhar de ternura e o prazer da sua leitura... Pra esses, meu beijo e a minha, já, significativa saudade...





Cáos
Soni@ Pallone

"...Mergulhei o mundo em escura sofreguidão...
Dei os primeiros passos e caminhei, vacilante,
para a estrada sem pedaços de história...
Sem resquícios na areia...
E não soube o que fazer
com a imensidão de céu e de estrelas...

Por um momento fugaz
a falta de sentido me deixou tão livre
que eu não sabia mais a direção...
Sem visão do mundo real
me escondi no imaginário
sem vida e sem cor...

Rompi com a minha sensatez
e deixei vazar um coração sangrando...

Como uma música triste e incômoda,
meu peito apertava e eu não sentia mais
o chão sob os pés...

De que me adiantava aquela liberdade ferina
se eu continuava presa dentro de mim?
Fui expulsa por todos os meus órgãos
pra fora do meu próprio corpo,
e o mundo tornara-se
um grande mal estar...

Eu não cabia mais em lugar algum...
Descobri então, a certeza de estar só
e a necessidade de procurar no sonho
o definitivo céu...
E apenas concluir a minha história,
sem anjos ou demônios...

Regular minha respiração com o silêncio
Adormecer para sempre dentro de mim..."

Escrito por Soninh@ às 31/05/2006
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18/05/2006


Elucubrações
Soni@ Pallone


"...Eu não queria nada de você...
Apenas um momento seu,
enraizado num momento meu.

Algo para lembrar assim,
de olhos fechados,
com a boca úmida,
um arrepio no corpo...

Eu queria um pequeno segredo pra nós...
Leve, sem culpa, inconsequente...
Um momento clandestino e louco
que só o nosso olhar velaria, depois...
Algo que eu te tomasse,
sem ter que te roubar!

Um desvio de nós dois...
O instante que não deu pra segurar,
que nos tomou de surpresa
e nos fez cúmplices dele.

Eu não queria nada de você...
Tampouco desculpas pelo devaneio
que me leva a seguir assim,
desfalecendo meu olhar nos teus olhos...
queimando-me de desejos tua boca...

É tão desconexo que enlouqueço
e me pego assim,
sonhando molhado com você..."
Escrito por Soninh@ às 18/05/2006
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07/05/2006


Acreditar
Soni@ Pallone

"...Algumas coisas
perderam de repente
seu espírito
sua transcendência
seu fascínio...
Urge reencontrar
esse mistério,
devolvê-lo ao seu lugar
de origem,
penetrar nos remansos
das dunas interiores
e ficar...
Embora isso
seja tão impossível
quanto acreditar,
em meio a um mar
de incrédulos..."
Escrito por Soninh@ às 07/05/2006
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27/04/2006


Raízes Interiores
Soni@ Pallone

"...Não gosto da sensação desconfortante
de roubar assim de mim
a necessidade aflitiva de escrever...
Me entrego em transe a violenta irracionalidade
das palavras que se sobressaem
aos anseios comodamente instalados...
As frases me roubam o consenso de calar
o grito agudo do silêncio
e recusam-me o direito de voltar pra dentro
num segmento inescultural de mim...
Desconexo e enlouquecido
meu raciocinio desfaz a lógica inexata das palavras
e revolve os grilhões das raizes interiores
saltando obstáculos tão discretos
que mais se parecem com
folhas secas que o temporal
tira do caminho..."
Escrito por Soninh@ às 27/04/2006
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